Justiça condena gigante farmacêutica a mais de 1,5 bilhão de dólares, por câncer em mulher que utilizava talco da marca
A justiça dos Estados Unidos condenou a Johnson & Johnson a pagar mais de 1,5 bilhão de dólares (mais de 8 bilhões de reais), para uma vítima de câncer, que fazia uso do talco produzido pelo marca. A paciente vai ficar com pouco mais de 50 milhões, do valor total.
A mulher, Cherie Craft, moradora de Maryland, alegou queo talco para bebês, utilizado por ela, possuía amianto em sua fórmula, responsável pelo câncer da membrana denominada mesotélio, que envolve órgãos como os pulmões e o coração.
A acusação alegou, também, que o câncer seria evitável sem o talco que a mulher utilizava desde a infância.
Segundo o The Wall Street Journal, o problema da Johnson & Johnson com seus produtos a base de talco começou a ganhar destaque na década de 1990, e se transformou em uma grande onda de litígios jurídicos principalmente a partir de 2016, quando um júri nos Estados Unidos ordenou um pagamento significativo em um processo por câncer associado ao uso do talco produzido pela empresa.
A Johnson & Johnson parou de vender talco para bebês nos EUA e no Canadá em 2020 e globalmente até 2023, alegando razões comerciais, mas a preocupação pública e os processos judiciais foram fatores importantes. O produto foi trocado por outro à base de amido de milho.
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