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Igaporã: condutor escapou de acidente nos "cortes de pedra" da BR 430

Foto: redes sociais

Um condutor enviou mensagem à reportagem da Web Rádio Igaporã, relatando o risco de morte que sofreu trafegando na BR 430, ao passar pelo trecho dos “cortes de pedra” na serra próxima à cidade de Igaporã.

Ele afirma que foi obrigado a jogar o seu veículo contra o paredão de pedra para não ser atingido por duas carretas que passavam em sentido contrário, em um dos muitos locais estreitos da via.

O mesmo condutor flagrou o congestionamento formado no sábado (09), quando duas carretas tentavam fazer a mesma curva, entre os paredões. A dimensão dos veículos impediu a manobra e causou longa retenção no trânsito.

A BR-430, no trecho entre Igaporã e Caetité, tem se tornado motivo de crescente preocupação para motoristas que utilizam a via diariamente. Considerada uma importante ligação regional, a rodovia enfrenta sérios problemas estruturais, especialmente em áreas de relevo acidentado.

Um dos pontos mais críticos é conhecido como “cortes de pedras”, localizado na serra próxima à cidade de Igaporã. Nesse trecho, o risco de acidentes é elevado devido às condições precárias da pista e à falta de intervenções modernas.

A BR-430 foi projetada ainda na primeira metade do século XX, quando o fluxo de veículos era reduzido em relação aos índices atuais. Na época, não se imaginava o intenso tráfego que a rodovia suportaria nas décadas seguintes. Atualmente, a estrada funciona como um importante corredor logístico para o escoamento de produção.

Por ela passam cargas industriais e agrícolas vindas do Centro-Oeste e do Oeste baiano.
Esses produtos seguem em direção aos portos da Bahia e também aos grandes centros do Sudeste do país.

Com o aumento significativo do tráfego, especialmente de veículos pesados, as limitações da rodovia tornaram-se evidentes. O trecho dos “cortes de pedras” é um dos mais perigosos, exigindo atenção redobrada dos condutores.

A via não possui sinalização adequada, o que dificulta a orientação dos motoristas, principalmente à noite. Além disso, não há acostamentos ou áreas de refúgio para paradas emergenciais. Outro agravante é a presença de paredões de pedra nas laterais da estrada. Essas formações naturais estreitam a pista, impedindo a passagem simultânea de carretas em sentidos opostos.

A situação se torna ainda mais crítica em períodos de maior movimento. Relatos de motoristas apontam dificuldades constantes para trafegar com segurança nesse trecho. O número de acidentes tem aumentado ao longo dos anos, refletindo as condições inadequadas da rodovia. Colisões, tombamentos e situações de risco são registrados com frequência.

Diante desse cenário, cresce a preocupação com a segurança dos usuários da BR-430.
A necessidade de melhorias estruturais e sinalização adequada torna-se cada vez mais urgente.

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