Igaporã: presidente do Sinsermig fala sobre momento atual do Sindicato e planos para 2026
O professor Amado Benevides, reconduzido mais uma vez para o cargo de presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Igaporã (Sinsermig), conversou a reportagem da Web Rádio Igaporã sobre as ações atuais do Sindicato, os desafios da nova gestão e a participação do movimento em Brasília, no mês de novembro, na luta contra a PEC 38, que ameaça direitos da classe trabalhadora brasileira.
1. Qual maior desafio que o Sinsermig está enfrentando nesse momento?
O sindicato dos servidores está num momento de graça, já que vive o seu maior apogeu desde a fundação em 2004, com inúmeras ações em fase de execução de sentença beneficiando centenas de servidores municipais. Nesse sentido, impõem-se um desafio importante aos líderes da casa, estar mantendo uma comunicação clara e transparente com os filiados, elucidando dúvidas a respeito das fases processuais, já que é uma novidade para o servidor lidar com termos e jargões poucos conhecidos do mundo jurídico. O Sinsermig está passando por um processo de registro, no qual cumpriu todas as exigências de edital previstas no ministério do trabalho e emprego buscando para isso assentar-se com legitimidade jurídica na cadeira da central Cespe Brasil.
2. Após a sua reeleição a presidente do Sindicato, quais projetos prioritários para a gestão que se inicia?
A recondução ao terceiro mandato, com excepcionalidade de votos, ratifica o respeito e a admiração dos filiados para com a diretoria que representa a entidade sindical diante dos pleitos surgidos. É notória a satisfação do servidor que busca no sindicato um caminho facilitador de comunicação para com o poder público local. As ações programadas para este novo período incluem pautas importantes, dentre elas, buscar aproximar ainda mais serviços assistenciais ao servidor público na área da saúde, angariar o cumprimento dos direitos trabalhistas previstos em lei e fortalecer a presença da entidade nas instituições de grau superior da hierarquia sindical, trabalho este já iniciado com a rede sindical do Sertão Produtivo da Bahia
3. Qual balanço vc faz do movimento em Brasília, que vc participou, na luta contra a PEC que pode retirar direitos do funcionalismo público? Há boa acolhida por parte dos parlamentares?
A ida a Brasília e a recepção dos deputados à pauta trabalhista, foi promissora e deixamos posto em pauta a necessidade do diálogo em defesa das conquistas até aqui alcançadas. A nossa ida a Brasília na verdade ocorreu em um agrupamento de sindicatos da região sudoeste, que possuem assento permanente na cadeira diretora da Cespe Brasil, sendo esta uma das 11 centrais sindicais do país. Igaporã hoje está muito bem representada e possui contato próximo com os organismos sindicais que frequentam constantemente o Congresso Nacional. A passagem por Brasília garantiu a implementação de acordos com deputados da bancada governista que desejam travar o andamento da PEC 38, sendo esta uma ameaça permanente a estabilidade do servidor público, principalmente aqueles que desejam adentrar a carreira pública. Temos consolidado dezenas de sindicatos que dialogam a mesma linguagem no sentido de promover uma unidade federativa sindical em prol das reivindicações de direitos sociais adquiridos.

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